Intolerância à lactose: entenda as causas, os sintomas e como é feito o diagnóstico – Por Rafaela Windy
A intolerância à lactose é uma das condições digestivas mais comuns no mundo e ainda gera muitas dúvidas entre os pacientes. Muitas pessoas acreditam que qualquer desconforto após consumir leite ou derivados significa intolerância, mas nem sempre isso é verdade. O diagnóstico correto é fundamental para evitar restrições alimentares desnecessárias e garantir uma alimentação equilibrada.
O que é a lactose?
A lactose é o principal açúcar presente no leite e em seus derivados. Para ser absorvida pelo organismo, ela precisa ser quebrada em moléculas menores pela lactase, uma enzima produzida no intestino delgado.
Quando há redução ou ausência da produção dessa enzima, a lactose não é digerida adequadamente e chega ao intestino grosso, onde é fermentada pelas bactérias da microbiota intestinal. Esse processo provoca sintomas característicos da intolerância à lactose.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas geralmente aparecem entre 30 minutos e 2 horas após a ingestão de alimentos que contenham lactose e podem variar conforme a quantidade consumida e o grau de deficiência da enzima lactase.
Os sintomas mais frequentes são:
- Distensão abdominal;
- Dor ou cólicas;
- Excesso de gases;
- Diarreia;
- Náuseas;
- Sensação de estômago “inchado”;
- Borborigmos (ruídos intestinais).
É importante lembrar que a intensidade dos sintomas varia entre os indivíduos. Algumas pessoas toleram pequenas quantidades de lactose, enquanto outras apresentam desconforto mesmo com ingestões reduzidas.
Intolerância à lactose é o mesmo que alergia ao leite?
Não.
Essa é uma das dúvidas mais frequentes nos consultórios e laboratórios.
A intolerância à lactose é causada pela deficiência da enzima lactase e envolve apenas o processo digestivo.
Já a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma reação do sistema imunológico às proteínas presentes no leite, podendo causar sintomas cutâneos, respiratórios e gastrointestinais, além de reações potencialmente graves.
Por isso, essas condições possuem causas, exames e tratamentos diferentes.
Quem pode desenvolver intolerância à lactose?
Existem diferentes formas da doença:
- Intolerância primária: é a forma mais comum. A produção da enzima lactase diminui naturalmente com o envelhecimento.
- Intolerância secundária: ocorre após doenças que acometem a mucosa intestinal, como gastroenterites, doença celíaca ou doença de Crohn.
- Deficiência congênita de lactase: condição genética rara, presente desde o nascimento.
A intolerância primária possui importante influência genética e sua frequência varia conforme a população.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde, considerando os sintomas e os exames complementares.
Entre os principais exames disponíveis estão:
Teste de tolerância à lactose
Avalia a capacidade do organismo em digerir a lactose por meio da análise da glicemia após a ingestão de uma solução contendo lactose.
Teste genético para intolerância à lactose
O teste genético identifica variantes no gene MCM6, responsável pela regulação da expressão do gene LCT, que codifica a enzima lactase.
O exame é realizado a partir de uma amostra de sangue e identifica a predisposição genética para a hipolactasia primária do adulto, condição caracterizada pela redução fisiológica da produção de lactase ao longo da vida.
No SOLIM Medicina Diagnóstica, os exames são realizados seguindo rigorosos padrões de qualidade, oferecendo maior segurança e confiabilidade aos pacientes e aos profissionais de saúde. O diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento adequado e uma melhor qualidade de vida.
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